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Historial

Abastecimento de Água a Coimbra - Esboço histórico

Pode dizer-se que a modernidade chegou aos lares de Coimbra há precisamente 125 anos, com o abastecimento de água ao domicílio. Até então, era necessário ir buscar o precioso líquido às fontes, às cisternas e aos poços e/ou ao Rio Mondego. Dessa história empolgante, que tanto contribuiu para transformar o quotidiano dos habitantes da Lusa-Atenas, merecem ser recordados alguns eventos e marcos cronológicos.

Abastecimento de Água a Coimbra - Esboço histórico

Pode dizer-se que a modernidade chegou aos lares de Coimbra há precisamente 125 anos, com o abastecimento de água ao domicílio. Até então, era necessário ir buscar o precioso líquido às fontes, às cisternas e aos poços e/ou ao Rio Mondego. Dessa história empolgante, que tanto contribuiu para transformar o quotidiano dos habitantes da Lusa-Atenas, merecem ser recordados alguns eventos e marcos cronológicos.

... 1889

Em meados deste ano, a água chega finalmente às casas de muitos dos conimbricenses, após tentativas efectuadas durante cerca de duas décadas. A água passou a ser captada no Mondego, elevada a partir da estação elevatória da Rua da Alegria, para os reservatórios do Jardim Botânico (desactivado) e da Cumeada. Ao invés do que se verificou noutras cidades, o serviço de abastecimento de água foi desde o início assegurado pela Câmara Municipal de Coimbra, tendo esta sido pioneira na municipalização dos serviços, não só do abastecimento de água, como do gás e da tracção eléctrica (primeiras décadas do século XX).

... 1922

É edificada a Estação Elevatória do Parque Dr. Manuel Braga, a qual, até meados dos anos 1950, foi o centro nevrálgico do abastecimento de água à cidade. Nos anos imediatos, o sistema de captação e elevação foi modernizado, inclusive com a substituição do equipamento elevatório, que deixou de funcionar a gás (cuja fábrica foi desactivada, em 1923), passando a utilizar energia eléctrica.

... 1926 - 1956

Nas três décadas subsequentes, alguns factos são dignos de registo. Por um lado, a ampliação da rede e da respectiva capacidade do sistema, para fazer face às necessidades da população e do desenvolvimento urbano, também impulsionado pelo surto industrializador, então verificado. Assim, os bairros de St.º António dos Olivais e de St.ª Clara – outrora periféricos – foram integrados na malha urbana e passaram a usufruir também do fornecimento domiciliário de água. Para este efeito, foi necessário construir novos reservatórios, em St.º António (enterrado, em 1908-1909 e elevado, na década de 1930, e de St.ª Clara, também elevado, na de 1940).

... 1956/1958

Entra em funcionamento a nova Estação Elevatória da Boavista e o Reservatório da Quinta Nova (zona do Cidral), o que constituiu mais um passo significativo na actualização e no reforço do abastecimento de água concelhio.

... 1968

Foi criada a Casa do Pessoal da Câmara Municipal de Coimbra, tendo esta passado a prestar mais atenção à sua responsabilidade social. Aquela tinha por incumbência, entre outras actividades (relacionadas com os cuidados de saúde e o bem-estar), a organização de eventos de confraternização e convívio. Obviamente que a sua criação se enquadrou na política corporativa do Estado Novo, integrando-se na esfera de acção da Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho – FNAT, fundada em 1935.

... 1985

Entretanto, paralelamente à modernização tecnológica, também o sistema de gestão sofreu alterações, nomeadamente através de uma maior especialização. Com efeito, foram então constituídas duas áreas, no âmbito da gestão municipal: por um lado, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMASC); por outro, os Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC). Além do crescimento demográfico e socioeconómico da cidade, também um número cada vez mais elevado de povoações rurais esperava ansiosamente pelos benefícios do moderno abastecimento de água e saneamento. Consequentemente, a ampliação, especialização e desenvolvimento daqueles serviços foram essenciais para dar resposta às novas exigências e necessidades, sentidas de um modo mais consciente e profundo no pós-25 de Abril de 1974.

... 1985/2000

Durante esta década e meia, foram muitos os progressos e consideráveis os investimentos, no reforço das captações, na ampliação da rede e no aperfeiçoamento dos processos de tratamento e de controle da qualidade da água, bem como na instalação de numerosos reservatórios. Alguns destes são elevados, tendo, por isso mesmo, maior visibilidade. Todavia, a maior parte é formada pelos reservatórios enterrados, os quais, frequentemente, passam despercebidos.

... 2003

Face a desafios cada vez mais ousados e de maior exigência – em termos de quantidade e de qualidade da água e da própria legislação, comunitária e nacional, mais rigorosa e específica –, em 24 de Maio do referido ano, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Coimbra transformaram-se na Empresa Municipal, denominada AC, Águas de Coimbra, E.M.

... 2007

Ultimamente, a Empresa tem pautado a sua acção pela modernização e melhoria da qualidade dos respectivos serviços, através do controle regular mais sofisticado e aperfeiçoado da qualidade da água e da respectiva comunicação aos clientes, bem como de novos equipamentos de telecontagem e telegestão. Igualmente digno de referência tem sido o investimento efectuado com vista ao incremento de uma nova cultura da água, por meio de múltiplas iniciativas levadas a cabo no âmbito do Museu da Água, oficialmente inaugurado em 22 de Março de 2007 e já considerado um Museu de referência, entre os seus congéneres europeus, pelo que tem feito pela educação e salvaguarda do património industrial e cultural da água. As acções desenvolvidas passaram, assim, a ser perspectivadas como parte relevante da missão de AC, Águas de Coimbra, E.E.M., constituindo hoje um dos eixos centrais da sua actividade. É que, como bem sabem os seus responsáveis, praticamente tão importante como satisfazer as necessidades básicas dos clientes - no centro das quais estão o abastecimento de água e o saneamento - é alimentar o espírito, para o que muito tem contribuído o diversificado e aliciante programa cultural oferecido pelo Museu da Água e pela Empresa que o criou e tem apoiado.

 

Para um estudo mais aprofundado da temática, é imprescindível a leitura da seguinte obra:
José Amado Mendes, História do Abastecimento de Água a Coimbra, vol. I: 1889-1926, Coimbra, AC, Águas de Coimbra, E.E.M., 2007; vol. II: 1927-2007 (publicada em Setembro de 2009).

Coimbra, 20 de Julho de 2009

José Amado Mendes

Museu da Água

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