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O balanço não podia ser mais positivo: desde a qualidade das exposições e instalações artísticas, passando pelos fóruns de diálogo abertos à comunidade, até à nomeação do Museu para o galardão do European Museum Forum, 2009 foi, sem dúvida, o ano em que o Museu da Água de Coimbra atingiu a maturidade. Não temos dúvidas de que queremos continuar a exercer uma forte campanha de sensibilização ambiental. Ora, 2010 foi designado o Ano Internacional da Biodiversidade pela Agência Europeia do Ambiente. Em Portugal, foi criada uma comissão nacional, sob a responsabilidade do Instituto de Conservação da Natureza, para executar diversas acções de sensibilização, mas também para actuar na implementação de medidas de protecção específicas para espécies e habitats.
Seguindo a sua acção de responsabilidade social e ambiental, a programação que aqui se apresenta pretende estar alinhada com estas preocupações, exibindo um conjunto de manifestações artísticas e culturais que, directa ou indirectamente, nos aproximam a todos da temática ambiental e, em particular, de uma maior reflexão sobre o desenvolvimento sustentável e a conservação da biodiversidade.
Marcelo Nuno Gonçalves Pereira, Presidente do Conselho de Administração da Águas de Coimbra
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A entrar no quarto ano de existência, o Museu da Água de Coimbra continua a pautar a sua programação por uma profunda e profícua reflexão no que ao recurso Água diz respeito. Uma preocupação partilhada, de resto, com a acção de responsabilidade social preconizada pela Águas de Coimbra, empresa-mãe" deste projecto museológico.
2010 foi designado o Ano Internacional da Biodiversidade, trazendo à ordem do dia a mensagem de que o ser humano tem de prestar mais atenção ao vastíssimo leque de seres vivos com que partilha a ocupação do planeta, onde a água é o elemento de vida e de ligação entre todos. O Museu da Água de Coimbra vai, assim, este ano, dedicar a sua programação à temática da Biodiversidade, focando-se especialmente na questão da sustentabilidade dos modelos de expansão, vitais para todos os seres mas que, paradoxalmente, podem estar a colocar em perigo a viabilidade do planeta Terra.
A sustentabilidade implica uma profunda abrangência de acções, por forma a que nenhum ser vivo fique de fora das políticas aplicadas. Por sua vez, estas têm de levar em conta a preservação da biodiversidade e dos ecossistemas naturais e - não menos importante - a viabilidade económica dos sistemas a adoptar. Difícil? Sim, mas possível, se nos unirmos na consolidação de uma nova mentalidade.
O Comissário do Museu da Água
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